Tuesday, November 29, 2005

Pergunte-se ao Pacman!

Há, portanto, um candidato alternativo, dizem eles. Um candidato acima das politiquices dos partidos, do sistema. Um candidato tão de esquerda e tão humanista, que até é poeta.
Existem dois exercícos que podemos fazer em relação a este candidato.

Em primeiro lembrarmo-nos: que é dirigente do PS desde a sua fundação, e que é deputado, eleito pelo PS, desde 76.
Em segundo perguntarmo-nos: Quando se tratou de desbaratar o nosso sistema produtivo, de que lado é que ele esteve?
Quando se tratou de perpetuar a precarização e a flexibilização dos postos de trabalho, de que lado é que ele esteve?
Quando se tratou de enviar tropas para ocupar outro país, onde é que estava o nosso amigo, que até escreve umas coisas sobre a paz?
Quando se tratou de limitar a vida democrática dos partidos, de que lado é que votou, ele que até escreve umas coisas sobre a liberdade e a democracia?
Quando se tratou de limitar a entrada de milhares de jovens a um nível superior de educação,de que lado é que ele esteve?
pois...
Para se poder ser de esquerda, não basta encher o peito e falar alto sobre liberdade e democracia, é necessário estar efectivamente do lado dos trabalhadores e das populações.
(e desses só conheço um candidato)

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