Monday, September 04, 2006

Regresso

Ainda eram mais que anteriores edições, os visitantes.
As jornadas de trabalho militante na festa do avante também cresceram.
A festa cresce de ano para ano e nem a rídicula campanha anti-festa dos média do grande capital conseguem contrariar a crescente simpatia entre o povo e a festa do PCP.

Ao capital esta festa incomoda, sem dúvida.
É um espinho único na sua roseira de quintal - a UE, tão bem podada pelos estados-membros lacaios.

É ali que velhos, crianças, homens, mulheres e jovens, operários, professores, reformados, intelectuais, camponeses, operários rurais, comerciantes, artesãos, se cruzam com olhares de fraternidade e palavras de amizade. É ali que, espontaneamente organizados, braços se irmanam em canções novas e antigas. É ali que reside a mais bela e sólida prova de que o colectivo não é apenas a soma dos indivíduos. É mais, bastante mais.

E é isso mesmo que não se pode saber, porque esconder esse poder da humanidade é garantir o poder do capital. É por isso que esta festa, só saberá conhecer quem a visitar, quem a acolher, porque as barreiras e as cortinas de ferro da comunicação social a desfiguram, a escondem.
Porque o culto do individualismo é a pedra de toque que importa manter sagrada. Porque ver a festa seria perceber que essa pedra afinal, não passa de banha da cobra.

E assim, recomeçamos.
E assim, transportando a energia das inspirações a plenos pulmões, que sorveram cada sorriso, voltamos ao império bárbaro.

3 comments:

Sérgio Ribeiro said...

Camarada, quando nos cruzámos, reconheci-te como mais um camarada, e saudámo-nos em festa. Não te reconheci logo, logo, com nome e lugar, até porque de ti mais gravada ficou a imagem do capacete e da moto no dia em que nos encontrámos.
Mas quando me perguntaste pela saúde, referindo-te ao “anónimo”, logo, logo me chegaram nome, lugar, pedras contra canhões. Ainda quis transformar o aperto de mão em abraço mas não reagi com suficiente rapidez (fiz a Festa a 20 à hora quando o meu habitual é estar sempre no limite dos 120 permitidos nas AE…) e outros braços e abraços me colheram, acolheram e levaram na direcção contrária. A Festa é assim!
Venho, agora, dar-te o abraço e confirmar o que leste nas minhas “rugas sorridentes nos cantos dos olhos” sublinhando a palavra confiança. Se a Festa é o resultado da nossa confiança, dela voltamos com mais confiança, e são os camaradas como tu, dessa tua idade, que estão a agarrar tarefas e responsabilidades maiores, que são o retrato da confiança que é a grande lição (uma das) do nosso Partido.
Regresso, dizes tu? Pois!… e rejuvenescido, com as “baterias carregadas”.

Dijambura said...

Que descrição maravilhosa da festa!!! Adorei!! A festa ajuda-nos sem dúvida a enfrentar a selva cinzenta dos dias!! Muito bom!!!

pedras contra canhões said...

gosto em ler-te por aqui, leonor.
na festa vimo-nos de relance, como é natural no meio de tanto trabalho e entusiasmo. ainda assim, como sempre, gostei de te ver. beijo